Manutenção preventiva: 5 fatos que não te contam

Você já sabe da importância da manutenção preventiva, mas existem alguns pontos que ninguém te conta! E é sobre isso que vamos conversar hoje.

Para começar, você sabe a diferença entre manutenção preventiva, manutenção corretiva e manutenção preditiva?

Manutenção preventiva: segue a norma NBR-5462, que define que este tipo de manutenção deve ser efetuada em intervalos predeterminados ou seguindo critérios previamente definidos. O objetivo é evitar falhas devido à idade do equipamento. Assim, quando esta manutenção dá certo, o equipamento tem suas condições originais restabelecidas e a probabilidade de falhas é minimizada.

Manutenção corretiva: por sua vez, esta manutenção é efetuada após uma falha ou pane. O objetivo recolocar um item de forma a executar suas funções corretamente. Normalmente, é uma correção mais cara de ser realizada do que a manutenção preventiva. Além disso, pode levar à paralisação das atividades que dependem do equipamento, o que faz diminuir a produção e deixa funcionários sem trabalho para realizar. Deste modo, diversos custos extras estão atrelados à manutenção corretiva.

Manutenção preditiva: nesse caso, o objetivo é antecipar problemas e encontrar potenciais falhas em máquinas e equipamentos. Desta maneira, mesmo antes de se tornaram questões problemáticas a empresa já está atuando. Para isso, é necessário monitoramento constante.

Agora que você já sabe os diferentes tipos de manutenção em equipamentos, vamos à importância da manutenção preventiva!

#Fato 1: a manutenção preventiva precisa de (muito) planejamento

Para isso, o controle de três gatilhos é essencial:

  • Intervalos predeterminados: “preciso lubrificar esta válvula a cada 8 meses”, por exemplo. Assim, a preparação para a manutenção já deve ser planejada, contratada e inclusa no cronograma de atividades da empresa.
  • Critérios específicos: “preciso polir as superfícies a cada 500 peças fabricadas”, por exemplo. Também podem ser estabelecidos critérios temporais, como “a cada 200 horas de trabalho da máquina, vamos abri-la para avaliação”. Desta forma, o planejamento também deve ser feito para que, atingida a quantidade de peças estipulada, não haja atrasos na manutenção.
  • Redução da probabilidade de falhas: podem ser cumuladas diversas possibilidades, como “a cada 200 horas de trabalho OU a cada 500 peças fabricadas OU a cada 8 meses de trabalho vamos realizar os reparos necessários nesse equipamento”. Nesse caso, o evento que ocorrer primeiro irá gerar a manutenção preventiva.

#Fato 2 Não existe gestão de serviços sem manutenção preventiva

A importância da manutenção preventiva é trazer previsibilidade e constância aos negócios – o que, por sua vez, pode gerar maior faturamento.

Assim, uma gestão saudável pode te proteger da perda de clientes para a concorrência por falhas “inesperadas” ou da quebra de contrato por equipamentos que não respondem mais à demanda.

Relatórios são essenciais à tomada de decisão e, no caso da manutenção preventiva, não é diferente. Por meio deles, um prestador de serviços pode comprovar que os equipamentos estão prontos para o uso após reparos realizados. Estes documentos podem respaldar novas contratações destes serviços perante gestores da empresa, por exemplo.

como gerenciar equipe externa
como gerenciar equipe externa

#Fato 3 Você sairá na frente se conhecer a importância da manutenção preventiva

Todo equipamento deve envelhecer, certo? Afinal, usar equipamentos sempre novos custaria caro. O lucro da empresa também depende da vida útil de seus recursos.

Milhares de empresas ainda não dedicam equipes e tempo ao cuidado preventivo de seus bens, o que traz constantes dores de cabeça e perdas desnecessárias.

Assim, algumas dicas para sua empresa sair na frente são:

  • Desenvolva uma estratégia PCM (Plano, Controle e Manutenção);
  • Elabore relatórios de produtividade dos equipamentos;
  • Tenha planos de ação para não conformidades identificadas;
  • Defina planos de manutenção por equipamento e periodicidade.

#Fato 4 Conheça os potenciais problemas dos equipamentos

É uma falha potencial ou funcional?

  1. Falhas potenciais são aquelas em que a produtividade é afetada, mas o equipamento ainda funciona. Por exemplo, determinado equipamento funciona, mas vaza água durante o processo.
  2. Falhas funcionais ocorrem quando o equipamento não é mais capaz de desempenhar suas funções originais. Neste caso, a manutenção a ser realizada não é mais a preventiva, mas a corretiva.

Em média, a correção quando o problema já existe custa até 3 vezes mais.

Alguns gestores afirmam que a “manutenção preventiva custa mais porque leva à paralisação temporária da produção e à troca de peças que ainda estão funcionando”.

De acordo com o pesquisador John Wiley, não é possível prever a falha potencial. Contudo, o ideal é os equipamentos sejam monitorados com frequência a fim de evitarmos problemas e decaimento na produção.

Deste modo, conhecer bem os equipamentos e maquinário é essencial. Nem todas as máquinas terão problemas uma vez por ano; algumas podem apresentar falhas a cada 6 meses, enquanto outras só apresentarão não conformidades após 3 anos.

#Fato 5 Quais falhas podem ser tratadas com a manutenção preventiva?

Não são todas as falhas que podem ser solucionadas pela manutenção preventiva. As que podem ser tratadas estão relacionadas à idade do equipamento.

É preciso realizar uma Análise dos Modos e Efeitos de Falha (FMEA) dos processos, o que envolve revisar componentes, montagens e subsistemas para identificação de modos falha, causas e efeitos.

Controle de processos

Por fim, vale ressaltar que a segurança no cumprimento de processos é essencial para seus clientes, colaboradores, acionistas e gestores. O controle de processos por meio de planilhas, check-lists e dashboards contribui para a minimização de riscos.

Os principais indicadores de suas operações, se bem organizados, reforçam a importância da manutenção preventiva.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *